sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Segurança jurídica e direito adquirido ou pimenta é colírio nos olhos dos outros

Segurança jurídica.

Que expressão bonita, pomposa, que foi cunhada para criar salvaguardas os direitos e os negócios dos investidores/especuladores.

Direito adquirido.

Que expressão asquerosa, que foi cunhada para definir, por exemplo, que uma pessoa que trabalha por longos trinta e cinco anos de sua vida saiba se, como e quando vai se aposentar.

Um verdadeiro absurdo, achar que tem que saber se, como e quando vai se aposentar...

Mas, por óbvio, é límpido, claro e, acima de tudo sagrado o direito de sentir-se seguro a quem investe e especula neste país.

Quem trabalha não precisa de segurança jurídica.
Nem de aposentadoria.
Nem de nada.
Só precisa trabalhar.

Quem investe,
Quem faz o país crescer (porque, de certo, trabalhador não faz o país crecer...)
Precisa de segurança jurídica
Precisa de direito adquirido
Sobre tudo e sobre todos.

Segurança jurídica e direito adquirido...
Não, não são a mesma coisa!
O primeiro, deve ser consolidado.
O segundo, extinto.

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